É tudo uma conjuração do Presidente da República, dos jornalistas, da banca, de algumas personalidades e militantes do próprio PSD, dos militantes e camaradas de centro esquerda… enfim de todo o povo português, ou pelo menos a maioria absoluta. Coitado do homem, fizeram-no passar por toda aquela instabilidade. São ministros que dizem terem sido quebradas promessas, são jornalistas, directores de informação que se despedem, após um outro escândalo proposto por um ministro do governo, face a comentários e opiniões pessoais de um comentador que simultaneamente é militante do próprio partido que critica. A proposta directora para o Diário de Notícias recusa o cargo, os ministros que nem o nome do ministério sabem, secretárias de um ministério que passam para outro ministério, ora bem, estes políticos tem especializações bastante flexíveis. Estão tão bem a fazer asneiras num lado como no outro, é totalmente irrelevante. E coitado do ex-Primeiro Ministro que não teve culpa de nada disto. Ele que gosta de dormir a sesta. A noite às vezes é dura, mesmo nos calejados. Não chega o discurso pessimista e as milhares nomeações, sim, foram milhares. Secretárias, motoristas, seguranças. Fogo, já não haviam motoristas e seguranças? Tem de ser 10 de cada? Bem, ainda custa a alguém perceber o que estava mal? Foi por não lhe darem tempo? Foi por não lhe darem condições? Foi pela conjuntura herdada? Acho que não foram esses os motivos que levaram o P.R. a dissolver o governo. Acho que a população portuguesa lhe deu razão.
Mas não se questionem sobre as minhas posições, este Sócrates também não vai lá. Sendo lá onde eu quero que vá, mas pelo menos tem condições para fazer melhor que os anteriores. Tem condições… não quer dizer que faça. Mas agora deixem-no tentar, porque vontade não lhe falta.
Editado em 21 de Fevereiro de 2005
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